segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Gestação e Nascimento


Durante a gestação, é importante fornecer alimentação à vontade , leite e vegetais para aumentar a taxa de ingestão de proteínas. Não se deve pegar a fêmea neste período. Também remova a roda ou qualquer outro objeto que possa machucar a fêmea. Cerca de dois dias antes da data esperada para o nascimento, deve-se limpar a gaiola e deixar bastante material disponível para a fêmea construir seu ninho (papel higiênico, por exemplo). Não use jornal, pois a tinta pode ser tóxica. Após a limpeza, não se deve mais mexer na gaiola ou incomodar a fêmea.
Normalmente, o nascimento se dá à tardinha, à noite ou de manhã cedo, podendo também ocorrer durante o dia. A fêmea permanecerá ativa até o momento de dar à luz. Antes do nascimento de cada filhote, ela contrairá seus músculos abdominais duas ou três vezes, sentará nas patas traseiras e se curvará, enquanto dá à luz a um único filhote de cada vez. A placenta, que parece um pequeno saco de sangue, será expelida após o nascimento de cada filhote, sendo em geral ingerida pela mãe. Os filhotes nascerão em intervalos de mais ou menos 10 minutos, e a mãe deverá permanecer ativa entre cada nascimento. Desta forma, os filhotes poderão nascer em lugares diferentes da gaiola, mas a mãe os recolherá e os levará para o ninho assim que terminar de dar à luz.
Depois do nascimento dos filhotes, geralmente haverá sangue na forração. Este sangue é proveniente da placenta, e não é preciso ficar preocupado. Os filhotes nascem sem pêlos, cegos e surdos. Os olhos pretos já poderão ser vistos através da pele. No entanto, se os olhos forem vermelhos, não poderão ser vistos. Eles já nascem com dentes. Não se deve mexer no ninho nem nos filhotes antes de duas semanas, sob o risco de a mãe rejeitar as crias ou mesmo comê-las.
A pele dos filhotes começará a apresentar pigmentação após 4 a 6 dias e a pelagem começará a crescer. Aos 8 ou 10 dias, os filhotes começarão a andar pela gaiola. Com 16 dias, os filhotes já estarão cobertos de pêlos e seus olhos já estarão abertos. Já será possível segurar os filhotes por curtos períodos, podendo-se então limpar a gaiola.
Enquanto a mãe estiver amamentando, deve-se manter a dieta reforçada com ração, ovos cozidos, leite ou pão embebido em leite. Com 3 semanas de vida, os filhotes já estarão desmamados, e deve-se então separá-los em duas gaiolas diferentes, por sexo (menino ou menina).
Após 3 semanas junto aos seus irmãos e com 6 semanas de vida, cada filhote deverá ser colocado em uma gaiola separada e estarão prontos para serem vendidos ou doados.

domingo, 5 de agosto de 2012

Outras doenças



 Diarréia - Ela pode ser causada por superalimentação de legumes ou comida úmida. Um hamster que sofre de diarréia não deve ser alimentado com qualquer legume ou comida úmida até se re
cuperar. Nos casos de diarréia prolongada deve ser procurado o conselho do veterinário.
Resfriados - hamsters podem sofrer resfriados e devem ser mantidos mornos (mas não quentes). Se o hamster tem dificuldade para respirar ou não se recupera depois de alguns dias deve ser procurado o conselho do veterinário.
Hibernação - Hamsters Sírios podem hibernar quando há uma mudança súbita na temperatura ambiente deles. Um hamster hibernando pode parecer duro e frio com pequena evidência de respiração, porém os bigodes podem ser vistos crispados em um hamster hibernando. Porque hamsters não fazem ' planos' para hibernar eles devem ser despertados para evitar desidratação e fome. Um hamster hibernando deve ser esquentado com suavidade até ficar ativo. Bastante comida e água devem estar disponíveis.
Sarna ( Perda de pelo) - Isto pode acontecer em hamsters mais velhos e normalmente acontece na barriga ou área do quadril. Isto pode ser evitado esmagando tabletes de levedura na comida do hamster. Perda de pelo também pode ser associada com irritação de pele e nesse caso deve ser procurado conselho veterinário.
Mancha no Quadril - Esta não é uma doença mas é conhecida por causar aos donos de hamster um pouco de preocupação quando notam isso. O hamster Sírio tem uma mancha em cada quadril, estas são glândulas de odor e são perfeitamente normais. Eles podem parecer pegajosos de vez em quando.
Qualquer hamster que sofre de enfermidade séria ou prolongada deve ser levado a um veterinário.

Espécies mais comuns em cativeiro


NOME: HAMSTER SÍRIO, HAMSTER SÍRIAN
NOME CIENTÍFICO: MESOCRICETUS AURATUS
NOME EM INGLÊS:
 Syrian Hamster 
OUTROS NOMES: 
HAMSTER DOURADO, TEDDYBEAR 

ORIGEM: Síria (Oriente Médio).  
ORDEM: Rodentia
FAMÍLIA: Cricetidae
GÊNERO: Mesocricetus
ESPÉCIES: auratus
TAMANHO: 15 a 20 cm
PESO: até 140 g.
HÁBITOS: vespertino-noturnos.
Reprodução: período de gestação em torno de 18 dias, com média de 8 filhotes. 
Tempo de vida em cativeiro: 2 a 2,5 anos. 
TEMPERATURA DO CORPO: 36,1 - 37,7 ºC
BATIMENTOS CARDÍACOS: 280-500 batidas por minuto
TAXA RESPIRATÓRIA - 35-135 por minuto, 74 média
CONSUMO DE ALIMENTO DE UM ADULTO POR DIA: 10 - 15 gramas
CONSUMO DE ÁGUA DE UM ADULTO POR DIA: 30 ml
Coloração: existe uma ampla variedade de cores que vão do branco ao marrom escuro, em três tipos de pelagem.
Manuseio: aceitam bem se tratados com delicadeza.
Compatibilidade: não devem ser mantidos com outros exemplares após os 2 meses de idade.
Dentre todas as espécies, talvez este seja o mais conhecido no mundo inteiro. Foi também a primeira espécie a ser adotado como animal de estimação.Ocorrem numa faixa limitada no Oriente Médio, onde a destruição do território e predação por outros animais ameaçam a existência da espécie.

Saiba mais... 1 - 2
NOME: HAMSTER ANÃO RUSSO CAMPBELLS 
NOME EM INGLÊS: DJUNGARIAN HAMSTER
NOME CIENTÍFICO: Phodopus campbelli
ORIGEM: Ásia Central
Ordem: Rodentia
Família: Cricetidae
Gênero: Phodopus
Espécie: campbelli
Tamanho: 10 - 12 cm
Peso: 22 - 28 gramas
REPRODUÇÃO: Gestação de 18 - 21 dias
Tempo de vida em cativeiro: 1,5 a 2 anos.
Habita as estepes e regiões semi-áridas da Ásia Central; as montanhas de Altai Tuvinskaya Região Autônoma (Tuva), Transbaikalia, Mongólia, Nei Mongol (a Mongólia Interna), e as partes adjacentes de Heilungkiang e províncias de Hebei da China Nordeste onde vive em dunas de areia.
NOME: ROBOROVISKI
NOME EM INGLÊS: Roborovski Hamster 
NOME CIENTÍFICO:
 PHODOPUS ROBOROVSKI 
ORIGEM: Mongólia Ocidental e Oriental e a China Do norte
Ordem: Rodentia
Família: Cricetidae
Gênero: Phodopus
Espécie: roborovskii
Tamanho: 4 - 5 cm
Peso: 22 - 28 gramas
REPRODUÇÃO: Gestação de 20 - 30 dias
Tempo de vida em cativeiro: 3 a 3,5 anos.
O Roborovski não é mantido amplamente como um pet porque não é como fácil de criar como as outras espécies. O hamster de Roborovski é extremamente ativo e muito rápido mas eles são de temperamento muito bom e raramente mordem. São poucos vistos em lojas mas os criadores especialistas em hamster em muitos países criam o hamster de Roborovski. O Roborovski é o menor dos hamsters, em torno de 4-5 cm.
NOME: HAMSTER CHINÊS 
NOME EM INGLÊS:Chinese Hamster
NOME CIENTÍFICO:
CRICETULUS GRISEUS
ORIGEM: Norte da China e Mongólia
Ordem: Rodentia
Família: Cricetidae
Gênero: Cricetus
Espécie: griseus
Tamanho: 10 - 12cm
Peso: 38 - 46 gramas
REPRODUÇÃO: Gestação de 21 dias
TEMPERATURA DO CORPO: 36,1 - 37,7 ºC
BATIMENTOS CARDÍACOS: 280-412 batidas por minuto
TAXA RESPIRATÓRIA - 74 média
CONSUMO DE ALIMENTO DE UM ADULTO POR DIA: 10 - 15 gramas
CONSUMO DE ÁGUA DE UM ADULTO POR DIA: 11 - 13 ml
COLORAÇÃO: as mais comuns são cinza com a barriga branca e uma listra preta no dorso, além da marrom com uma faixa mais escura no dorso.
MANUSEIO: aceitam bem se tratados com delicadeza.
COMPATIBILIDADE: 
podem viver com outros da mesma espécie desde que colocados juntos antes de completarem 3 meses de vida. Tempo de vida em cativeiro: 2 a 2,5 anos.
ESPÉCIES SELVAGENS:

Hamster Europeu (Cricetus cricetus)
Hamster Rumanian (Mesocricetus newtoni)
Hamster Turco (Mesocricetus brandti)
Hamster Ciscaucasiano (Mesocricetus raddei)
Hamster Ladak (Cricetulus alticola)
Hamster Listrado Chinês (Cricetulus barabensis)
Hamster Mongol (Cricetulus curtatus)
Hamster de Eversmann (Cricetulus eversmanni)
Hamster Tibetano (Cricetulus kamensis)
Hamster de Cauda Longa Menor (Cricetulus longicaudatus)
Hamster Armeno (Cricetulus migratorius)
Hamster de Cauda Longa Maior (Cricetulus triton, C. obscurus, C. pseudogriseus)
Hamster-Camundongo (Calomyscus bailwardi, C. baluchi, C. mystax, C. urartensis)

Nunca deixe o macho e a fêmea juntos, somente durante o cio

Deve-se manter macho e fêmea separados e juntá-los somente durante o cio. Nesse período ela fica receptiva e ocorre o cruzamento. Juntos podem brigar. É mais provável é a fêmea matar os filhotes por estresse. Ou seja, a presença humana deve ser evitada por pelo menos 10 dias. Não tocar nos filhotes, não se aproximar, não tirá-la do ambiente que está acostumada. Enfim, deixe-a tranqüila.


Problemas nos olhos

Seu animalzinho já recebeu colírios leves e colírios a base de antibióticos. Os colírios devem ser aplicados a cada 2 horas e por 5 a 7 dias. As pomadas oftálmicas podem ser aplicadas 4 a 6 vezes ao dia. Se você aplicou os colírios com essa freqüência e não houve melhora, a conjuntivite não deve ser de origem infecciosa, mas sim de causa alérgica. Converse com sua veterinária e solicite um colírio a base de dexametasona (corticosteróide) e aplique conforme sua orientação. Se for de causa alérgica, haverá uma sensível melhora no período de 4 a 5 dias, às vezes, antes disso. Pergunte a ela se não existe problemas dentários, que podem causar abcessos e inchaço na raiz do dente, logo abaixo dos olhos, dando a falsa impressão de ser conjuntivite.

Banho

Não é necessário dar banho no seu hamster, já que estes animaizinhos se limpam sozinhos. O banho tira a proteção natural do pelo, além disso, o banho pode deixar o hamster "gripado". O que você pode fazer é penteá-lo com uma escova de dentes macia. Isso ajuda a tirar a sujeira no pelo. Mantendo a gaiola sempre limpinha, o mau cheiro é minimizado.

Gaiolas e acessórios

O Hamster em ambiente doméstico deve estar abrigado do frio, calor excessivo e correntes de ar. Sua gaiola deve ter banheiro, espaço para dormir, alimentar-se e exercitar-se. 

 A gaiola deve ser forrada com lascas de madeira (cuidados evitando madeiras com resinas e óleos). Folhas de jornal não são recomendadas pela toxidade da tinta. Areias e grãos de "pedra" especiais usados em caixas higiênicas de gatos são largamente utilizadas em "banheiros" das gaiolas de Hamsters, uma vez que desodorizam o ambiente, evitando o cheiro desagradável da urina dos animais.

 Os Hamsters necessitam de "queimar" energia e para isso a gaiola deve ser equipada com rodas, argolas, escadas e pontes para que os animais possam exercitar-se, controlando assim o peso. Tais equipamentos devem ser resistentes e atóxicos.

 O bebedouro deve ser do tipo mamadeira fixos e comedouros pesados de modo a evitar acidentes.

 Deve-se evitar superpopulação das gaiolas, devido ao stress e ferimentos provocado pelas freqüentes brigas. Machos agrupados em uma mesma gaiola somente se forem nascidos e crescidos juntos, pois poderão ocorrer brigas fatais, uma vez que possuem instinto de defesa territorial, disputando assim a posse da gaiola. Animais crescidos juntos não devem ser separados e depois reagrupados, pois alteram seus odores característicos, podendo haver brigas no reagrupamento. 
Existe no mercado uma variedade de gaiolas e acessórios para hamster. As mais comuns são aquelas de plásticos, apreciadas pelas crianças. Os hamster acabam escolhendo um canto da gaiola para defecar e urinar. Nesse canto pode haver cepilho ou outro material qualquer, que não seja tóxico ou arriscado para a saúde dos animais. Na gaiola de metal as fezes caem pela grade em uma chapa (o mesmo sistema de gaiolas de aves). A limpeza é assim facilitada.
Os hamster são suscetíveis às zoonoses de roedores, dentre os quais as enterobactérias, leptospirose, Hymenolepis nana e outras. Contudo, se mantidos em gaiolas e em ambiente limpo e livre de ratos, a possibilidade de transmissão de doenças é reduzida.